Filosofia? Para que serve?
A filosofia trata dos “por quê”, enquanto a ciência dos “como”. O
filosofo britânico Bertrand Russell, diz: “a Filosofia é a ciência dos
resíduos”. Ele quer dizer que: quando um conhecimento obtém alguma precisão no
campo filosófico, este perde o nome de Filosofia e ganha um nome específico:
Física, Química, Psicologia, etc. Ela faz perguntas incessantes
até obter respostas, ao longo do encontro de seu objetivo que é perguntar
(colocar em interrogação tudo que lhe for duvidoso), as respostas vão surgindo
e o que se torna cientifico sai do campo filosófico, e o que resta, são os
resíduos para questionamentos filosóficos que implicam em novos conhecimentos. O valor da filosofia, na
realidade, deve ser buscado, em grande medida, na sua própria incerteza. A
filosofia, apesar de incapaz de nos dizer com certeza qual é a verdadeira
resposta para as dúvidas que ela própria levanta, é capaz de sugerir numerosas
possibilidades que ampliam os nossos pensamentos, livrando-os da tirania do
hábito. Desta maneira, embora diminua o nosso sentimento de certeza com relação
ao que as coisas são, aumenta em muito o nosso conhecimento a respeito do que
as coisas podem ser; ela remove o dogmatismo um tanto arrogante daqueles que
nunca chegaram a empreender viagens nas regiões da dúvida libertadora; e
vivifica o nosso sentimento de admiração, ao mostrar as coisas familiares num
determinado aspecto não familiar.
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