Felicidade, o que é?
Descrever, ouvir ou falar sobre o que é, ou o
que venha a ser felicidade, tarefa não das mais simplórias. Este conceito de felicidade
passa a largos passos da sua principal implicação. Se um sujeito entrevistado
sobre os seus sentimentos e afetos, se coloca a respondê-las a priori é uma percepção intrínseca a
autorrealização. O conceito de sentimento de felicidade, perpassa por aquele momento único e intransferível de
alegria.
O conceito de felicidade é muito amplo, e
está para além das palavras; ele é puro e simplesmente subjetivo em sentido lato. O sentimento afetivo de felicidade é strictu sensu, são sensações que se dá em um instante, ela é um
estado de espírito; já a percepção é
subjetivo e aqui implica sinceridade do sujeito com ele mesmo.
Em uma dissolução sobre quem é ou não é
feliz, implicaria uma atitude ética; porque seria uma espécie de análise
perspicaz que envolveria juízos de valor. Para um sentimento, um afeto enfim,
colocar o outro neste posicionamento seria uma incapacidade dialética diante do
olhar e do sentimento de outrem. Esta mensuração é e pode ser possível de
sentir e perceber a partir do olhar sobre o outro numa dialética de espera
aonde o corpo do outro demonstra, e é nesta leitura também subjetiva com
implicações entre o significante e o significado (que não passa de uma subjetividade do observador).
Enfim, felicidade ou infelicidade é algo
muito caro a humanidade, porque a felicidade é como uma espécie de termômetro
para verificação das temperaturas emocionais de uma sociedade que tem sua
cultura, seus costumes, suas histórias e suas transgressões; não seria possível
colocar tudo dentro de um caixote e delimitar o que é e o que não é “felicidade”;
poderia falar-se-á em “felicidades”? Então, felicidade seria uma sensação e uma
percepção que é intransferível, é tão subjetivo que para uns pode ser o
reconhecimento pessoal, já para outros um momento de alegria, etc...
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