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Mostrando postagens de 2016

Networking - Micropoderes

Networking (em inglês) rede de contatos - para Michel Foucault existe em todas as relações sociopolítico-econômico -  rede de micropoderes , que se estabelecem em todos os lugares – familiares, regionais, locais - dentro do conjunto de possibilidades de conflitos - articulado horizontalmente, mas emergem difusas articulações verticais – institucionalização dos poderes plurais tendenciosamente para um centro político, para um poder aproximado do eixo de rotação. Os micropoderes -  poderes difusos , ou seja, poder de realizar mudanças no sentido das normas,  o poder de se promover a "mutação do discurso"; alterar a interpretação das normas para que os discursos possam acompanhar os anseios da sociedade que atuam pela persuasão e pelo desejo. Os discursos de poder, “(...) não é simplesmente aquilo que manifesta (ou oculta) o desejo; é, também aquilo que é o objeto do desejo; e visto que – isto a história não cessa de nos ensinar – o discurso não ...

Resumo: "Idealismo hegeliano"

Considera-se idealismo como o primado do Eu subjetivo. O que não significa necessariamente reduzir a realidade ao pensamento. O postulado básico é que Eu sou eu. Idealismo subjetivo: existir é ser percebido. Idealismo absoluto: a única realidade plena e concreta é de natureza espiritual. Estágios da consciência: - consciência sensível (percepção); - consciência infeliz (enorme autoconsciência que queremos dar sentido a tudo e nos sentimos isolados); - consciência em-si-para-si (Espírito Absoluto) consciência ligada à ação, para transformar algo/mundo. Dialética Hegeliana: - dialética do senhor e do escravo (a questão entre eu e o outro); - dialética do ser “O ser e o nada é um e o mesmo;” - dialética da essência “A essência é o ser enquanto aparecer em si mesmo;” - dialética do conceito “O conceito é a unidade entre o ser e a essência.” Ninguém é o que é por acaso; os homens são filhos do seu tempo. “A filosofia é a ave de Minerva que alça o seu voo logo...

Resenha – O nascimento da clinica - Michel Foucault

Este livro trata do espaço, da linguagem e da morte; trata do olhar. ( FOUCAULT , 2011, VII).  Foucault inicia sua abordagem sobre a linguagem: “ a partir de que momento, de que modificação semântica ou sintática pode-se reconhecer que se transformou em discurso racional ”? ( FOUCAULT , 2011, IX).  O que ocorreu foi o deslocamento de um mundo dos objetos a conhecer; uma mudança entre o significante e o significado. A mutação do discurso deve ser dirigida à região em que as “coisas” e as “palavras” ainda estão interligadas (modo de ver e dizer; visível e invisível; o que se enuncia e o que é silenciado). O olhar loquaz do médico está centralizado a partir do nível da especialização e da verbalização fundante sobre o patológico: “ Entre as palavras e as coisas se estabeleceu uma nova aliança fazendo ver e dizer às vezes, em um discurso realmente tão ‘ingênuo’ que parece se situar em um nível mais arcaico de racionalidade, como se se tratasse de um retorno a um olhar fina...

Felicidade, o que é?

Descrever, ouvir ou falar sobre o que é, ou o que venha a ser felicidade, tarefa não das mais simplórias. Este  conceito de felicidade passa a largos passos da sua principal implicação. Se um sujeito entrevistado sobre os seus sentimentos e afetos, se coloca a respondê-las a priori é uma percepção intrínseca a autorrealização. O conceito de sentimento de felicidade, perpassa por aquele momento único e intransferível de alegria. O conceito de felicidade é muito amplo, e está para além das palavras; ele é puro e simplesmente subjetivo em sentido lato. O   sentimento afetivo de felicidade é strictu sensu, são sensações que se dá em um instante, ela é um estado de espírito; já a  percepção  é subjetivo e aqui implica sinceridade do sujeito com ele mesmo. Em uma dissolução sobre quem é ou não é feliz, implicaria uma atitude ética; porque seria uma espécie de análise perspicaz que envolveria juízos de valor. Para um sentimento, um afeto enfim, colocar o outr...

Filosofia? Para que serve?

A filosofia trata dos “por quê”, enquanto a ciência dos “como”. O filosofo britânico Bertrand Russell, diz: “a Filosofia é a ciência dos resíduos”. Ele quer dizer que: quando um conhecimento obtém alguma precisão no campo filosófico, este perde o nome de Filosofia e ganha um nome específico: Física, Química, Psicologia, etc. Ela faz perguntas incessantes até obter respostas, ao longo do encontro de seu objetivo que é perguntar (colocar em interrogação tudo que lhe for duvidoso), as respostas vão surgindo e o que se torna cientifico sai do campo filosófico, e o que resta, são os resíduos para questionamentos filosóficos que implicam em novos conhecimentos.   O valor da filosofia, na realidade, deve ser buscado, em grande medida, na sua própria incerteza. A filosofia, apesar de incapaz de nos dizer com certeza qual é a verdadeira resposta para as dúvidas que ela própria levanta, é capaz de sugerir numerosas possibilidades que ampliam os nossos pensamentos, livrando-os da tirania ...

Reseha - A História da Loucura - Michel Foucault

          Toda a história dos inícios da psiquiatria moderna se revela falseada por uma ilusão retroativa segundo a qual a loucura já estava dada – ainda que de maneira imperceptível – na natureza. Loucura não é algo da “natureza” ou uma “doença”, mas um “fato de cultura”. A história da loucura, em suma, é a história da progressiva medicalização ocidental. Na Idade Média o Louco era um “Visionário”. Na Renascimento, o Louco era “Outra Razão”; É louco porque a sociedade o é. Saber fechado, esotérico, que produz e manifesta a realidade de outro mundo, e nos entrega o homem essencial, que em sua natureza íntima é furor e paixão. Ex: as obras; Dom Quixote e O Elogio da Loucura. Na Idade Clássica, inicia com Descartes, fundador da filosofia moderna; identificou a loucura como algo que nos leva ao erro. No século XIX, o Louco passa a ser visto como “doente mental”. A partir desse momento, os loucos foram liberados do encarceramen...

Resenha - Ensaio sobre o conhecimento aproximado - Gaston Bachelard

 Livro Primeiro - p. 13 -47 Bachelard antes de tentar alcançar ao conhecimento científico, ele vai examinando como as minúcias vão acumulando-se, reiterando que esses conhecimentos quando conservam as típicas grandes linhas descritivas, onde os predicados enaltecem o progresso temático, as qualidades ordenam-se para uma futura e possivelmente, promissora objetividade.  I – Conhecimento e descrição:    Como entender ou delimitar um conhecimento e sua descrição? “Conhecer é descrever para re-conhecer”. (BACHELARD, 2004, p.13). O conhecimento é sempre anterior a uma descrição; este deve ser minucioso e clarividente em sua construção essencial, como cita Bachelard: “(...) é preciso ser exaustivo, mas é preciso manter a clareza”. (Ibid, p,13).  Em condições de possibilitar um conhecimento cientifico, é danoso e perigoso atribuir há uma espécie “monoteísta” de grau superlativo em categorizar um parâmetro e/ou um paradigma de conhecimento daquilo qu...