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Mostrando postagens de agosto, 2016

Felicidade, o que é?

Descrever, ouvir ou falar sobre o que é, ou o que venha a ser felicidade, tarefa não das mais simplórias. Este  conceito de felicidade passa a largos passos da sua principal implicação. Se um sujeito entrevistado sobre os seus sentimentos e afetos, se coloca a respondê-las a priori é uma percepção intrínseca a autorrealização. O conceito de sentimento de felicidade, perpassa por aquele momento único e intransferível de alegria. O conceito de felicidade é muito amplo, e está para além das palavras; ele é puro e simplesmente subjetivo em sentido lato. O   sentimento afetivo de felicidade é strictu sensu, são sensações que se dá em um instante, ela é um estado de espírito; já a  percepção  é subjetivo e aqui implica sinceridade do sujeito com ele mesmo. Em uma dissolução sobre quem é ou não é feliz, implicaria uma atitude ética; porque seria uma espécie de análise perspicaz que envolveria juízos de valor. Para um sentimento, um afeto enfim, colocar o outr...

Filosofia? Para que serve?

A filosofia trata dos “por quê”, enquanto a ciência dos “como”. O filosofo britânico Bertrand Russell, diz: “a Filosofia é a ciência dos resíduos”. Ele quer dizer que: quando um conhecimento obtém alguma precisão no campo filosófico, este perde o nome de Filosofia e ganha um nome específico: Física, Química, Psicologia, etc. Ela faz perguntas incessantes até obter respostas, ao longo do encontro de seu objetivo que é perguntar (colocar em interrogação tudo que lhe for duvidoso), as respostas vão surgindo e o que se torna cientifico sai do campo filosófico, e o que resta, são os resíduos para questionamentos filosóficos que implicam em novos conhecimentos.   O valor da filosofia, na realidade, deve ser buscado, em grande medida, na sua própria incerteza. A filosofia, apesar de incapaz de nos dizer com certeza qual é a verdadeira resposta para as dúvidas que ela própria levanta, é capaz de sugerir numerosas possibilidades que ampliam os nossos pensamentos, livrando-os da tirania ...

Reseha - A História da Loucura - Michel Foucault

          Toda a história dos inícios da psiquiatria moderna se revela falseada por uma ilusão retroativa segundo a qual a loucura já estava dada – ainda que de maneira imperceptível – na natureza. Loucura não é algo da “natureza” ou uma “doença”, mas um “fato de cultura”. A história da loucura, em suma, é a história da progressiva medicalização ocidental. Na Idade Média o Louco era um “Visionário”. Na Renascimento, o Louco era “Outra Razão”; É louco porque a sociedade o é. Saber fechado, esotérico, que produz e manifesta a realidade de outro mundo, e nos entrega o homem essencial, que em sua natureza íntima é furor e paixão. Ex: as obras; Dom Quixote e O Elogio da Loucura. Na Idade Clássica, inicia com Descartes, fundador da filosofia moderna; identificou a loucura como algo que nos leva ao erro. No século XIX, o Louco passa a ser visto como “doente mental”. A partir desse momento, os loucos foram liberados do encarceramen...

Resenha - Ensaio sobre o conhecimento aproximado - Gaston Bachelard

 Livro Primeiro - p. 13 -47 Bachelard antes de tentar alcançar ao conhecimento científico, ele vai examinando como as minúcias vão acumulando-se, reiterando que esses conhecimentos quando conservam as típicas grandes linhas descritivas, onde os predicados enaltecem o progresso temático, as qualidades ordenam-se para uma futura e possivelmente, promissora objetividade.  I – Conhecimento e descrição:    Como entender ou delimitar um conhecimento e sua descrição? “Conhecer é descrever para re-conhecer”. (BACHELARD, 2004, p.13). O conhecimento é sempre anterior a uma descrição; este deve ser minucioso e clarividente em sua construção essencial, como cita Bachelard: “(...) é preciso ser exaustivo, mas é preciso manter a clareza”. (Ibid, p,13).  Em condições de possibilitar um conhecimento cientifico, é danoso e perigoso atribuir há uma espécie “monoteísta” de grau superlativo em categorizar um parâmetro e/ou um paradigma de conhecimento daquilo qu...

Resumo - Gaston Bachelard - Epistemologia

“ Se queremos avaliar as dificuldades da formação do espírito científico, não será bom primeiro examinar os espíritos confusos, a fim de delinear os limites entre o erro e a verdade ?” ( Bachelard, p. 112, 1996 ). A filosofia de Bachelard é não-positivista e não-neopositivista¹; a influência de sua filosofia manteve-se ao longo dos anos e suas ideias, como “rupturas epistemológicas” ou de “obstáculos epistemológicos”, e sobretudo sua consideração da historia da ciência como instrumento primário na análise da racionalidade, se revelaram, em nossos dias, sempre mais importantes. O filosofo - deve ser contemporâneo da ciência de seu tempo; e isso porque a filosofia sempre esta em atraso de uma mutação em relação ao saber cientifico, com a consequência de que a ciência não tem a filosofia que merece. E precisa entrar de fato dentro da ciência para entender que “ não é a razão filosófica que ensina a ciência, mas que é a ciência que instrui a razão "; e para compreender - diver...