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Reseha - A História da Loucura - Michel Foucault

          Toda a história dos inícios da psiquiatria moderna se revela falseada por uma ilusão retroativa segundo a qual a loucura já estava dada – ainda que de maneira imperceptível – na natureza. Loucura não é algo da “natureza” ou uma “doença”, mas um “fato de cultura”. A história da loucura, em suma, é a história da progressiva medicalização ocidental. Na Idade Média o Louco era um “Visionário”. Na Renascimento, o Louco era “Outra Razão”; É louco porque a sociedade o é. Saber fechado, esotérico, que produz e manifesta a realidade de outro mundo, e nos entrega o homem essencial, que em sua natureza íntima é furor e paixão. Ex: as obras; Dom Quixote e O Elogio da Loucura. Na Idade Clássica, inicia com Descartes, fundador da filosofia moderna; identificou a loucura como algo que nos leva ao erro. No século XIX, o Louco passa a ser visto como “doente mental”. A partir desse momento, os loucos foram liberados do encarceramen...

Resenha - Ensaio sobre o conhecimento aproximado - Gaston Bachelard

 Livro Primeiro - p. 13 -47 Bachelard antes de tentar alcançar ao conhecimento científico, ele vai examinando como as minúcias vão acumulando-se, reiterando que esses conhecimentos quando conservam as típicas grandes linhas descritivas, onde os predicados enaltecem o progresso temático, as qualidades ordenam-se para uma futura e possivelmente, promissora objetividade.  I – Conhecimento e descrição:    Como entender ou delimitar um conhecimento e sua descrição? “Conhecer é descrever para re-conhecer”. (BACHELARD, 2004, p.13). O conhecimento é sempre anterior a uma descrição; este deve ser minucioso e clarividente em sua construção essencial, como cita Bachelard: “(...) é preciso ser exaustivo, mas é preciso manter a clareza”. (Ibid, p,13).  Em condições de possibilitar um conhecimento cientifico, é danoso e perigoso atribuir há uma espécie “monoteísta” de grau superlativo em categorizar um parâmetro e/ou um paradigma de conhecimento daquilo qu...

Resumo - Gaston Bachelard - Epistemologia

“ Se queremos avaliar as dificuldades da formação do espírito científico, não será bom primeiro examinar os espíritos confusos, a fim de delinear os limites entre o erro e a verdade ?” ( Bachelard, p. 112, 1996 ). A filosofia de Bachelard é não-positivista e não-neopositivista¹; a influência de sua filosofia manteve-se ao longo dos anos e suas ideias, como “rupturas epistemológicas” ou de “obstáculos epistemológicos”, e sobretudo sua consideração da historia da ciência como instrumento primário na análise da racionalidade, se revelaram, em nossos dias, sempre mais importantes. O filosofo - deve ser contemporâneo da ciência de seu tempo; e isso porque a filosofia sempre esta em atraso de uma mutação em relação ao saber cientifico, com a consequência de que a ciência não tem a filosofia que merece. E precisa entrar de fato dentro da ciência para entender que “ não é a razão filosófica que ensina a ciência, mas que é a ciência que instrui a razão "; e para compreender - diver...

Resenha - O que é a psicologia? - Georges Canguilhem

          Pág. 401 - 418:         Não há uma só resposta do que venha a ser a psicologia, ou seja, são várias. Ele começa o texto discursando com outro autor que se chama Daniel Lagache (1903-92), psiquiatra e psicanalista francês, e disse que é possível resumir qualquer psicologia como uma teoria geral da conduta, mas Canguilhem não de acordo com essa definição porque ao pensar que estamos todos falando as mesmas coisas não falamos o mesmo. Há diferentes versões na diferença do que é a conduta. Então se inicia de uma ontologia distinta um pressuposto diferente de que mundo ao qual estamos estudando.       Para algumas escolas da psicologia o homem tem a mesma conduta de um animal, do que a conduta de um humano; para outros a uma descontinuação da outra. Não é possível definir o estudo da psicologia como o estudo da conduta, porque nem todos os psicólogos estão de acordo em definir que seja somente a co...